Resumo:
RESUMO: O Consumo de alimentos ultraprocessados (AUP) entre crianças e adolescentes tem aumentado nas últimas décadas, acompanhando mudanças dos padrões alimentares e na transição nutricional Esses produtos industrializados possuem alto teor de açúcares, gorduras e aditivos, baixa qualidade nutricional e elevada densidade calórica. Tais características os tornam atrativos para o público infanto-juvenil, favorecendo hábitos alimentares inadequados e contribuindo para o aumento de sobrepeso, obesidade e doenças crônicas não transmissíveis. Objetivo: Investigar por meio da literatura a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e o impacto na saúde infanto-juvenil. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com base em artigos publicados entre 2019 e 2025, disponíveis nas bases PubMed, BVS e Scielo, utilizando os descritores alimentos ultraprocessados, crianças, adolescentes, saúde e consumo. Resultados: Os estudos analisados apontaram alta prevalência do consumo de AUP entre crianças e adolescentes, influenciado por fatores como idade, uso excessivo de telas sono inadequado, ambiente escolar e escolaridade materna. Foram observados impactos como excesso de peso, alterações lipídicas e maior risco para doenças crônicas. Destacou-se ainda, a influência do marketing digital e da pandemia de COVID-19 na intensificação do consumo desses produtos. Conclusão: O consumo de AUP na infância e adolescência representa um importante fator de risco para agravos nutricionais e metabólicos, reforçando a necessidade de políticas públicas que promovam hábitos alimentares saudáveis, consumo de alimentos in natura e regulação da publicidade direcionada ao público infantojuvenil. Palavras-Chave: Hábitos Alimentares. Doenças Crônicas. Obesidade. ABSTRACT:The consumption of ultra-processed foods (UPF) among children and adolescents has increased in recent decades, accompanying changes in eating patterns and the nutritional transition. These processed products are high in sugars, fats, and additives, have low nutritional quality, and are high in calories. These characteristics make them attractive to children and adolescents, fostering unhealthy eating habits and contributing to the rise in overweight, obesity, and chronic non communicable diseases. Objective: To investigate, through an integrative review, the impacts of UPF consumption on child and adolescent health. Methods: This is an integrative literature review based on articles published between 2019 and 2025, available in the PubMed, BVS, and SciELO databases, using the descriptors ultraprocessed foods, children and adolescents, health, and consumption. Results: The studies analyzed indicated a high prevalence of UPF consumption among children and adolescents, influenced by factors such as age, excessive screen time, inadequate sleep, school environment, and maternal education. Impacts such as excess weight, lipid alterations, and a higher risk of chronic diseases were observed. The influence of digital marketing and the COVID-19 pandemic on the increased consumption of these products was also highlighted. Conclusion: The consumption of UPF in childhood and adolescence represents an important risk factor for nutritional and metabolic problems, reinforcing the need for public policies that promote healthy eating habits, consumption of natural foods and regulation of advertising aimed at children. Keywords:Eating Habits. Chronic Diseases. Obesity.