Resumo:
RESUMO: A Ansiedade é um dos transtornos mentais mais prevalentes e multifatoriais daatualidade, influenciada por fatores biológicos, psicossociais e ambientais. Evidências
recentes sugerem que os padrões alimentares e a qualidade da dieta exercem papel relevante na modulação de vias neuroendócrinas, inflamatórias e metabólicas relacionadasà saúde mental. Assim, o presente estudo teve como objetivo analisar as principais evidências científicas sobre as conexões entre alimentação, nutrientes específicos, microbiota intestinal e sintomas de ansiedade. Para isso, realizou-se uma revisão narrativa da literatura, abrangendo artigos publicados nas bases PubMed, SciELO e Google Scholar. Foram incluídos 21 estudos que abordavam a relação entre qualidade da dieta, nutrientes ou microbiota intestinal e manifestações ansiosas em adultos. Os resultados indicam que padrões alimentares saudáveis, ricos em alimentos in natura e minimamente processados, apresentam associação consistente com menor prevalência de ansiedade, enquanto a dieta ocidental caracterizada por ultraprocessados, açúcares simples e gorduras saturadas está relacionada a maior risco emocional. Nutrientes como vitaminas do complexo B, magnésio, zinco, antioxidantes e ômega-3 mostraram influência nos sistemas neurotransmissores e na modulação do estresse. Além disso, a literatura evidencia que a microbiota intestinal desempenha papel central no eixo intestino-cérebro, influenciando processos inflamatórios e neuroquímicos. Conclui-se que a alimentação representa componente importante no manejo complementar da ansiedade, embora mais estudos clínicos sejam necessários para confirmar causalidade e estabelecer protocolos específicos.Palavras-chave: ansiedade; alimentação; nutrientes; microbiota intestinal; saúde mental.Abstract: Anxiety is one of the most prevalent and multifactorial mental disorders today,influenced by biological, psychosocial, and environmental factors. Recent evidence suggeststhat dietary patterns and diet quality play a relevant role in modulating neuroendocrine, inflammatory, and metabolic pathways related to mental health. Thus, the present study aimed to analyze the main scientific evidence on the connections between diet, specific nutrients, gut microbiota, and anxiety symptoms. To this end, a narrative literature review was conducted, encompassing articles published in the PubMed, SciELO, and Google Scholar databases. Twenty-one studies addressing the relationship between diet quality, nutrients, or gut microbiota and anxious manifestations in adults were included. The results indicate that healthy dietary patterns, rich in whole and minimally processed foods, show a consistent association with a lower prevalence of anxiety, while the Western diet characterized by ultraprocessed foods, simple sugars, and saturated fats is related to a higher emotional risk. Nutrients such as B vitamins, magnesium, zinc, antioxidants, and omega-3s have shown influence on neurotransmitter systems and stress modulation. Furthermore, the literature shows that the gut microbiota plays a central role in the gut-brain axis, influencing inflammatory and neurochemical processes. It is concluded that diet represents an important component in the complementary management of anxiety, although more clinical studies are needed to
confirm causality and establish specific protocols.Keywords: anxiety; diet; nutrientes; gut microbiota; mental health.