Resumo:
RESUMO: A Endometriose (EM) é uma patologia de elevada prevalência, de caráter inflamatório, estrogênio-dependente, frequentemente associada à infertilidade e a presença de dor pélvica crônica em mulheres. Diante das barreiras impostas pela doença, esta revisão narrativa teve como objetivo discutir as adaptações nutricionais e estratégias de suporte à hipertrofia muscular em mulheres com EM. Foram consultadas bases de dados como PubMed, LILACS e Web of Science, abrangendo o período de 2019 a 2025. Observou-se que o treinamento resistido, aliado a uma alimentação com perfil anti-inflamatório, pode contribuir para a melhora dos sintomas e da composição corporal. Padrões alimentares, como a dieta mediterrânea e nutrientes com propriedades antioxidantes e imunomoduladoras, incluindo vitaminas C, E e D, ácidos graxos ômega-3, N-acetilcisteína, melatonina, curcumina e polifenóis, apresentaram resultados promissores na modulação inflamatória e no controle dos sintomas. Contudo, a suplementação com creatina mostrou potenciais efeitos adversos em modelos animais, indicando a necessidade de pesquisas adicionais e de maior rigor metodológico para elucidar de forma mais precisa os efeitos da creatina no contexto da EM. Conclui-se que as estratégias nutricionais devem ser individualizadas, e que são necessários mais estudos clínicos controlados para confirmar a segurança e a eficácia dessas intervenções em portadoras da EM. Palavras-chave: Endometriose; Hipertrofia muscular; Exercício físico; Treinamento resistido; Nutrição. Abstract: Endometriosis (EM) is a highly prevalent, estrogen-dependent inflammatory pathology, often associated with infertility and chronic pelvic pain in women. Considering the barriers imposed by the disease, this narrative review aimed to discuss nutritional adaptations and strategies to support muscle hypertrophy in women with EM. Databases such as PubMed, LILACS, and Web of Science were consulted, covering the period from 2019 to 2025. Evidence indicates that resistance training, combined with an anti-inflammatory dietary profile, may contribute to improvements in symptoms and body composition. Dietary patterns such as the Mediterranean diet and nutrients with antioxidant and immunomodulatory properties — including vitamins C, E, and D, omega-3 fatty acids, N-acetylcysteine, melatonin, curcumin, and polyphenols — have shown promising results in inflammatory modulation and symptom control. However, creatine supplementation has demonstrated potential adverse effects in animal models, highlighting the need for further research with greater methodological rigor to clarify the specific effects of creatine in the context of EM. It is concluded that nutritional strategies should be individualized, and additional controlled clinical studies are necessary to confirm the safety and effectiveness of these interventions in women with EM. Keywords: Endometriosis; Muscle Hypertrophy; Physical exercise; Resistance training; Nutrition.