| dc.description.abstract |
RESUMO: O Comportamento alimentar envolve um conjunto complexo de práticas que ultrapassam a simples necessidade fisiológica de se alimentar. Trata-se de uma construção influenciada por aspectos culturais, sociais, emocionais e religiosos, além das experiências sensoriais e das relações que os indivíduos estabelecem com os alimentos ao longo da vida (Assis; Guedine; Pedro, 2020; Alvarenga et al., 2016). Assim, o modo como as pessoas se alimentam reflete tanto suas necessidades nutricionais quanto a interação com fatores externos que moldam seus hábitos diários. Nas últimas décadas, o avanço das tecnologias digitais transformou a forma como as pessoas se conectam, consomem informação e constroem referências sobre si mesmas e sobre o corpo. As redes sociais, em especial o Instagram, tornaram-se espaços amplamente utilizados para entretenimento e interação, mas também para a disseminação de conteúdos sobre estilo de vida, saúde e alimentação (Leitzke; Rigo, 2020). A facilidade de acesso e o caráter visual das plataformas digitais potencializam seu impacto, especialmente entre os jovens, que estão em processo de construção de identidade e autoimagem (Lira et al., 2020). Esse cenário favorece o contato com informações nem sempre confiáveis, principalmente sobre nutrição e corpo ideal, o que pode gerar comportamentos alimentares inadequados. A exposição constante a padrões estéticos inalcançáveis, aliada à busca por aceitação social, contribui para o surgimento de práticas alimentares disfuncionais, caracterizadas por restrições severas, uso de métodos compensatórios e uma relação fragilizada com a comida e com o próprio corpo (Copetti; Quiroga, 2018; Canali et al., 2021). Palavras – chaves: Mídias sociais; comportamentos alimentares disfuncionais; universitários; (in) satisfação corporal. ABSTRACT: Eating behavior involves a complex set of practices that go beyond the simple physiological need to eat. It is a construct influenced by cultural, social, emotional, and religious aspects, in addition to sensory experiences and the relationships that individuals establish with food throughout their lives (Assis; Guedine; Pedro, 2020; Alvarenga et al., 2016). Thus, the way people eat reflects both their nutritional needs and the interaction with external factors that shape their daily habits. In recent decades, the advancement of digital technologies has transformed the way people connect, consume information, and build references about themselves and their bodies. Social media, especially Instagram, have become widely used spaces for entertainment and interaction, but also for the dissemination of content about lifestyle, health, and nutrition (Leitzke; Rigo, 2020). The ease of access and visual nature of digital platforms enhance their impact, especially among young people, who are in the process of building their identity and self-image (Lira et al., 2020). This scenario favors contact with information that is not always reliable, especially about nutrition and the ideal body, which can generate inappropriate eating behaviors. Constant exposure to unattainable aesthetic standards, combined with the search for social acceptance, contributes to the emergence of dysfunctional eating practices, characterized by severe restrictions, the use of compensatory methods, and a fragile relationship with food and one's own body (Copetti; Quiroga, 2018; Canali et al., 2021). Keywords: Social media; dysfunctional eating behaviors; college students; body (dis)satisfaction |
pt_BR |