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RESUMO: Entre as infecções respiratórias, a influenza destaca-se por sua rápida disseminação e pelo impacto desproporcional que causa em grupos vulneráveis. Falhas na vigilância desse agravo já existiam no Brasil antes do surgimento da COVID-19. Em Teresina (PI), os efeitos tornaram-se evidentes nos surtos de 2021 e 2022. O subtipo A(H1N1)pdm09 foi determinante para os casos graves, principalmente em razão da subnotificação dos casos de influenza A e B, o que comprometeu a vigilância epidemiológica de 2019 a 2025. Para a realização deste estudo, adotou-se um delineamento de revisão integrativa da literatura, de natureza qualitativa e caráter exploratório-descritivo, complementado pela consulta a dados secundários de domínio público obtidos pela internet, provenientes do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), OpenDataSUS/SIVEP-Gripe, DATASUS, SESAPI, FMS de Teresina e dos Boletins Epidemiológicos do Ministério da Saúde. No que diz respeito às notificações, a média em Teresina foi de 64,2 casos por 100.000 habitantes, abaixo dos 84,7 do Piauí e da média de 98,3 da região Nordeste. Em 2020, estimou-se que 76,8% dos casos efetivos não foram registrados, com a subnotificação superando 30% até 2024–2025. O sistema de monitoramento municipal ainda não se recuperou totalmente das interrupções causadas pela pandemia, o que compromete a detecção de surtos e o planejamento vacinal. Palavras-chave: vírus influenza humano; subnotificação; vigilância epidemiológica; COVID-19; informações em saúde. ABSTRACT: Influenza stands out among respiratory infections for its rapid spread and disproportionate impact on vulnerable groups. Surveillance gaps already existed in Brazil before the COVID-19 outbreak. In Teresina (PI), those effects became evident in the 2021 and 2022 outbreaks. Subtype A(H1N1)pdm09 was a key driver of severe cases, particularly due to underreporting of influenza A and B, which undermined epidemiological surveillance from 2019 to 2025. A qualitative, exploratory-descriptive literature review design was adopted, complemented by consultation of public-domain secondary data obtained online from SINAN (Health Notifiable Diseases Information System), OpenDataSUS/SIVEP-Gripe, DATASUS, SESAPI, FMS Teresina, and the Ministry of Health Epidemiological Bulletins. The average notification rate in Teresina was 64.2 cases per 100,000 inhabitants, below the state average of 84.7 and the Northeast regional average of 98.3. In 2020, an estimated 76.8% of actual cases went unrecorded, with underreporting exceeding 30% through 2024–2025. The municipal surveillance system has not fully recovered from pandemic-related disruptions, impairing outbreak detection and vaccination planning. Keywords: human influenza virus; underreporting; epidemiological surveillance; COVID-19; health information systems. |
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